domingo, 23 de dezembro de 2007

Self-Owned

Continuando a série sobre idades emocionais, eu acho que um fator importante para se superar toda essa inconstância e insegurança, é aprender uma coisa muito simples: a rir de si mesmo.

Porque uma das coisas que os aborrescentes mais temem é fazer papel de ridículo. Por isso as meninas de 13 anos vão vestidas de mulher em festas de crianças de 2 anos, com saias curtas, penteados chiques, decotes mostrando o que não têm, salto agulha e acessórios brilhantes e desconfortáveis; porque acham que não vão ter vontade de brincar no pula-pula ou na piscina de bolinhas com as outras crianças. Por isso ficam tão envergonhadas quando dão um tropeção qualquer ou quando alguém expõe algo de suas vidas em público, como o fato de terem ficado "mocinhas" ou de terem mamado na mamadeira até os 8 anos de idade. Por isso também que os garotos não gostam que seus amigos interajam muito com seus pais ou avós, que adoram falar de seus "pimpolhos".

Qual é o problema de dormir no quarto dos irmãos mais velhos porque ainda tem medo do escuro ? De estar a fim de alguém ? De levar um fora de vez em quando ? De ter uma barriguinha sexy ? Por que chamar de "gorda" é a pior ofensa do mundo para uma garota ? Por que tanta preocupação com as aparências ? Por que tanto medo de parecer mais novo ? Medo de brincar com crianças mais novas e parecer infantil ?

Eu sou mais feliz desde que parei de me levar a sério.
E eu ainda vou escrever mais coisas neste post.

E esta citação me inspira:


"Eu cheguei a conclusão de que um dos meus maiores erros era me levar a sério demais. Desde que assumi o que há de histriônico em mim, os tombos se encheram de graça. Palhaça-acrobata, descobri que não há nada melhor do que levantar de uma queda digna de Ícaro com um estupendo "TA-DA!!!!" acompanhado de rufar de tambores e pose circense."

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