Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

omfg.

e as Letras, ainda que não passem de silenciosos sinais gráficos, voltam a gritar meu nome. e com um belo dum sotaque.


onde isso? aqui.


mais do mesmo: http://how-to-learn-any-language.com/e/guide/index.html

ok, o cara diz que quem já fala uma língua latina pode aprender SOZINHO a falar italiano, francês, espanhol ou romeno em seis a doze meses. menos que isso se praticar num país em que a língua seja nativa.

planos ? magina, eu nem gosto de fazer planos. e também nem gosto de viajar. nem quero passar um tempo com minha irmã em montréal. nem pisar em cada pedaço do território italiano. nem sou autodidata, magina. nunca li livros de histórias de ponta-cabeça aos 3 anos.

ok, ironias à parte, até a copa de 2014 falarei todas essas línguas e também grego.

duvida ? pode printar.

Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

poema de amor

"Amar é servir"
- J.D. Salinger

Ele conquistou meu coração.

É a coisa mais sensível e pura,
cheia de candura
que eu já tive em minhas mãos.

Ele me observa, me preenche, me absorve,
se aconchega, me comove,
me derrete, se dissolve,
desaparece nos meus cabelos,
ao meu lado no travesseiro.

É meu amado, companheiro, confidente,
meu amigo, meu amante.
Adotei-o como filho,
enteado cativante.

De sua inocente carência
emanam gritos por atenção.
Ao meu encontro vem correndo,
no meu colo se encaracola,
se entrega num frisson

na mais plena confiança,
numa sincronia de dança
ao meu frenesi de carinhos,
de afagos incondicionais.

Só sob meu zeloso olhar dorme.
Quando desperto, ora come
com sofreguidão o que lhe ofereço,
ora me abusa, me brinca, me morde,
me escala, desliza, arranha, devora,
me paga com o que não tem preço:

permite-me amá-lo, e assim o faço
por entre dentadas, lambidas, unhadas,
gemidos, suspiros, risadas
brincadeiras e entrega das almas
a um amor sem fronteiras de raça.

Sou sua criada, vassala, discípula;
não sou sua dona, mas sim sua súdita.

Meu colo é seu trono e ele é meu Príncipe.


março/2008


outubro/2008

Terça-feira, 5 de Agosto de 2008

Laços entre Nós

Eu adoro criar laços com as pessoas.
Mas são laços, e não nós.

Um laço é singelo, ornamental e poético. Fácil de apertar ou de afrouxar; até mesmo de desmanchar.
O nó é cego, sisudo, egoísta e controlador. Não se molda a você, mas faz você se moldar a ele. Limita sua respiração, seus movimentos, seu ir e vir.

O laço é desenvolto, é quase um cúmplice. Te acompanha onde for e te deixa ir sem rancor. O laço te deixa crescer, não te censura, não te deixa mágoas nem marcas na pele. Não prende a sua circulação.

Já o nó é violento, dramático, apegado e dependente.

Desfazer um laço é simples: basta a um dos lados se esgueirar de mansinho, puxar o que é seu para junto de si e, à guisa de adeus, escorregar para longe dali.

Desfazer o nó cego é uma coisa mais complicada.
Só cortando, arrebentando ou gastando muita unha, ou uma lâmina afiada.
Na falta de coragem para cortar a relação de vez, também se pode cutucar, com um espeto, agulha ou intriga bem pontuda, no meio do coração do nó; desfiando aos poucos suas fibras, rompendo dissimuladamente, como água mole dissolve pedra dura, as amarras mais profundas.
Tudo isso não sem desgaste, sem feridas nem sem cada parte
sentindo ao sair dali que falta um pedaço de si.

Para refazer um laço perdido é fácil, basta querer.
Refazer o nó que é complicado, se depois de partidas, as duas partes
já não se alcançarem devido a um pedaço perdido de sua individualidade.

Domingo, 20 de Julho de 2008

cara, pára tudo.

tira um pouco esses pensamentos da sua cabeça e... faz o que eu vou te pedir.

vai até a janela. abre a cortina, olha pro céu.



tá vendo a lua ?

é a mesma que eu vejo daqui.

a luz que reflete nela e chega até mim é a mesma que chega até você.

podemos estar distantes, mas temos algo em comum. algo que nos conecta.

não é mágico que exista algo no universo que os meus e os seus olhos possam alcançar ao mesmo tempo, mesmo estando nós tão distantes ?

agora olha de novo, repara na lua.

ela reflete tudo o que vê.

consegue ver meus olhos refletidos ali ?

eu olho para ela e ela te olha.

eles estão olhando para você.

Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

e quem não gosta de gato deveria morrer.


Domingo, 22 de Junho de 2008

sabe, meu amigo,
uma coisa eu te digo:

por mais que você ame,
por mais que você sofra,
por mais que se encante,
por mais que se comova,
por mais que dê risada,
por mais que se aborreça,
por mais músicas que cante
por mais gente que conheça...

as emoções nunca se acabam
nesta vida, minha amiga.

porque você sempre vai ter
um novo ar pra respirar,
algum lugar pra conhecer,
novos amores para amar,

romance ardente pra viver,
uma canção pra arrepiar;
até o dia em que morrer
um diferente despertar.

sempre vai ter o "para sempre"
e também o "nunca mais".

mas quando achar que já acabou
e que o melhor já se passou,
todas histórias já escutou
e não as há mais pra contar,

de repente, minha gente
eu garanto, vão achar

sensações novas pra sentir,
outros sabores pra provar,
tentações pra resistir,
idéias pra patentear,

novas piadas para rir,
novos olhares pra trocar,
novas vergonhas pra omitir
e corações pra conquistar.

e eu, com um verso após o outro,
outras palavras pra rimar.

Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Web 2.0 - Amor à Distância (3)

Continuando a série sobre Amor à Distância (antes de ler confira o primeiro e o segundo capítulos):

Bom, já contei nos posts anteriores como a coisa COMEÇA e também como ela se DESENROLA.
Daí, um belo dia, você finalmente CONHECE o cidadão pessoalmente. Então, duas adoráveis coisas podem acontecer:

  1. ele/ela é ainda mais legal do que na net, mas muito mais feio(a) do que nas fotos;
  2. ele/ela é realmente bonito(a) como nas fotos e na webcam, mas muito, muito tímido e vocês não conseguem conversar "naturalmente", como se estivessem... teclando. (olha a ironia)

De qualquer forma, algo terrível vai acontecer: o desencanto. Nem que seja só um pouquinho. Pode até não acontecer, mas nunca vai ser como antes. Porque, se você nunca tinha ouvido antes, agora já sabe como é a voz dele e não pode mais imaginá-la do seu jeito. Porque estar à sua frente é diferente de vê-lo num vídeo caseiro ou pela webcam. Porque você pode reparar em outras coisas que não podia antes, como postura, seu perfil, sua estatura comparada com a sua, ou a forma com que torce nervosamente as mãos devido à timidez.

Todos esses empecilhos podem ser superados (porque você se acostuma com eles) através de algo simples: o convívio na vida real (DUH). Só que todo o processo de aproximação tem que começar novamente, do zero.

Também pode ser que nada disso aconteça e quando vocês se encontarem sintam que simplesmente já se conhecem desde... sempre. Mas são grandes as chances de você conhecer uma OUTRA pessoa, e não aquela que você sempre imaginou; além de nunca mais ver aquele antigo amigo virtual com os mesmos olhos. Porque agora conhece seu verdadeiro eu, e não seu alter ego.

A conclusão que eu tiro disso tudo? Seguinte: quando você se apaixona por alguém que conhece apenas por internet, tudo não passa de ilusão. Um sentimento sincero, veja bem, porém baseado numa ilusão. Por quê? Por todos os motivos que eu já falei: você idealiza a pessoa, você se apaixona por quem você IMAGINA que ela seja, ou pela IMAGEM que ela passa, e não por quem ela é de verdade. Se você um dia a conhecer pessoalmente, esse sentimento maluco pode continuar... OU NÃO. Se não continuar, era tudo ilusão. Se continuar... também era! Porque tipo assim: se você continuar gostando dessa pessoa, pode ter certeza, é porque a verdadeira personalidade dela te conquistou AINDA MAIS do que a personalidade virtual. Ou tanto quanto. O que não quer dizer que o seu sentimento anterior não era real. Ele só foi... superado por um outro, dessa vez baseado numa realidade tátil e totalmente sensível.

Conclusão da conclusão: a internet nada mais é do que um meio para "aproximar as pessoas, mantendo-as isoladas" (salve André Dahmer).



Falando sério, a internet é tipo um mundo paralelo, mas bem ou mal, serve para... conectar as pessoas (DUH). Então ela pode, sim, te levar a conhecer alguém legal. Só não se deve usá-la como BASE para tirar conclusões. Se o fizer, que seja por sua conta e risco, pois "É tudo ilusão!" (SHIMODA, Donald).



P.S. ..se eu amo alguém que só conheço pela internet? Amo, sim, de verdade. Mas tenho noção do risco que corro de decepcionar ou ser decepcionada, e por isso tento tratar isso tudo como simples fantasia da minha cabeça. Esse amor pode até ser, paradoxalmente, uma das poucas certezas que eu tenho nessa vida repleta de conjecturas intermináveis, mas outros fatores externos me impedem de pagar pra ver se daria certo ou não. Continuo, portanto, com minhas conjecturas que jamais me levam a lugar algum, em respeito aos meus próprios princípios.

Se eu falar mais do que isso já fica pessoal demais, então calo-me.

Terça-feira, 8 de Abril de 2008

[offtopic] super mario Theme

Read this doc on Scribd: super-mario-bros-overworld-theme-9240


com vocês, uma coletânea de performances. passei a goddamn madrugada inteira pesquisando isso.

preguiça de embebedar os links aqui pros vídeos aparecerem na postagem. além do mais, o post ia ficar muito carregado. se virem.

mas adianto que os 6 primeiros links são os melhores. os outros foram mais pra constar.

Sábado, 5 de Abril de 2008

Web 2.0 - Amor à Distância (2)

Tudo começa com um amigo virtual. Não importa onde vocês tiveram o primeiro contato, e sim a freqüência com que vocês mantém esse contato. E também os meios pelos quais ele ocorre. Por exemplo: alguém que você vê num fórum do orkut que posta uma opinião muito sagaz e instigante, ou parecida com a sua, ou que de alguma maneira chama sua atenção. Algo faz com que você entre no perfil desse cara, e magicamente você descobre que:

  1. ele curte os mesmos filmes, livros, artistas e músicos que você;
  2. ele tem os mesmos hobbies e paixões;
  3. ele luta pelas mesmas causas;
  4. ele tem as mesmas ideologias;
  5. ele é descendente de italianos, e você adora italianos;
  6. ele é irreverente e bem-humorado;
  7. ele tem uma frase do seu filósofo favorito ou um trecho da melhor música da sua banda favorita no about;
  8. ele é gato pacas.
Mas tudo isso não é suficiente. Tem algo que eu não sei explicar, relacionado com a forma que a pessoa usa para escrever ou para se descrever, que influi na imagem que você terá dela, no exato momento em que ler aquele perfil. Depende também do seu estado de espírito, das coisas que estiver pensando, do seu momento atual, do seu timing. Então você arranja algum pretexto para puxar assunto com o indivíduo, deixando um scrap como quem não quer nada, e aguarda ansiosamente pela resposta. Se ela não vier, pode ser por N motivos. Se ela vier, pode ser com N intenções.

Ou então, você pode descobrir um blog incrível de um jovem muito sagaz e espirituoso que te faz dar altas risadas narrando passagens aleatórias de sua vida com detalhes que te fazem de alguma forma admirá-lo, seja por seu caráter, suas atitudes, seu humor, sua inteligência ou sua ideologia. Você pode nem ter visto uma foto do cara, mas se 'apaixona' pela pessoa que ele é. Então você o adiciona no msn e é aí que tudo começa. Se ele te der corda e também descobrir algo para admirar em você, a coisa prossegue.

Anyway, o diálogo tem que continuar de algum jeito, diariamente. Pode ser por orkut, e-mail, gtalk, MSN ou mesmo SMS. Ou todas as coisas juntas. Se seus assuntos e modos de teclar baterem, fica fácil engatar uma conversa. São inúmeros os fatores que podem ser determinantes para iniciar um processo de "aproximação" (entre aspas porque essa aproximação só acontece virtualmente, duh). Sem convívio freqüente não se pode criar um vínculo, nem mesmo com o alter ego de alguém. Você pode até observar essa pessoa, ler seu perfil e seu blog de cabo a rabo, colecionar informações que ela jamais imaginaria que alguém poderia fazer questão de investigar, mas ela pode nem saber que você existe. Você não acompanha seu dia-a-dia em tempo real, não ouve seus desabafos, não fala de si para ela, não avalia suas reações imediatas ao que você diz. Não há vínculo algum, não há feedback e, portanto, não passa de um ideal platônico ou mera curiosidade mórbida por alguém que desperta o seu interesse.

O Amor na Web 2.0 é mais do que isso. Tem a ver com convivência virtual. Como, isso? Seguintch: quando você convive com alguém com quem se dá bem, se acostuma com a pessoa e cria laços afetivos com ela, certo? E por que isso não poderia acontecer também virtualmente? É por isso que tem que haver um canal de comunicação freqüente - para favorecer essa convivência virtual. Não é alguém com quem você só conversa eventualmente e pergunta apenas "olá, como vai?". É alguém com quem, quando você vê online, necessariamente precisa falar, nem que seja pra colar um link de uma imagem engraçada que achou, ou contar que algo legal te aconteceu hoje ou perguntar se ele está melhor do resfriado. Ou alguém que você espera a semana toda que responda aquele seu scrap ou e-mail quilométrico, porque ele só entra na internet nos finais-de-semana. Já se ambos trabalham conectados no mesmo horário e usam o mesmo serviço de mensagens instantâneas, fica mais fácil, o contato é quase ininterrupto e não carece nem mesmo de cumprimentos e outras formalidades.

Outro fator determinantes para essa aproximação é tornar a coisa um pouco mais... real. Mensagens de voz, telefone, Google Earth, webcam, vídeos caseiros, cartas manuscritas, etc. Tudo isso contribui para você sentir que conhece a pessoa tão bem quanto alguém que pode ver e tocar. Você conhece a entonação da sua voz, o jeito de falar, os gestos que faz. Tudo isso revela um pouco da sua aura. E como eu falei no primeiro post, é a aura de alguém que te atrai ou te repele.

Com o tempo, a intimidade vai crescendo e ele se torna alguém que fica sempre minimizado na sua área de trabalho durante o expediente. Uma janela virtual para as suas paisagens mais repousantes. Alguém em quem você despeja seus sentimentos mais emergentes no exato momento em que ocorrem. Alguém que serve como p(l)ano de fundo no muro das suas lamentações, como carro-pipa de lágrimas eletrônicas, como válvula de escape, como depósito de desabafos. Alguém com quem você compartilha suas vitórias e a quem congratula quando divide as próprias com você. Quando você menos esperar, estará recebendo SMS de bom dia e boa noite, todos os dias quando acordar e antes de dormir. Ou SMS de 'boa viagem' e 'se cuida' quando estiver no meio da estrada e prestes a ficar uma semana sem entrar na internet.

Nessa convivência, você aprende a decifrar e interpretar as reações dessa pessoa aos mais diversos estímulos. Reações virtuais a estímulos virtuais, olha que coisa absurda. Vão desde a forma de digitar a risada e acompanhar as mensagens com emoticons, como as coisas mais sutis, como as 'geladas', quando a pessoa te evita ou te bloqueia por algum motivo. Você aprende a diferenciar as atitudes tomadas por brincadeira e as que realmente são em momentos de raiva ou desentendimentos. Aprende a ler nas entrelinhas.

E aí, aqueles sentimentos que eu falei no post anterior, como ciúme, admiração, compaixão, afeto, solidariedade e até atração, podem ir brotando e revelando que por trás de tudo tem algo mais que um simples passatempo ao papear com alguém através de um teclado e um monitor. Esse algo é amor, de verdade. Amor sincero, por mais que não saiba exatamente pelo que está se apaixonando.

O engraçado é como a pessoa realmente se torna parte da sua vida. Você anda pela rua e se imagina mostrando a cidade para aquele seu amigo virtual. Toma café da manhã e imagina que ele está à sua frente enchendo a sua xícara e te contando o que sonhou hoje. Imagina-se compartilhando uma rotina com ele, assistindo filmes e comentando o jogo de futebol ao seu lado, ou se escondendo atrás das almofadas nas cenas de terror, por mais impossível que tudo isso seja de acontecer. O quê? Nenhum de vocês nunca imaginou tudo isso? Então acho que estou ficando louca, loLoLOloL

Anyway, o que eu estou querendo DESVENDAR aqui é como DIABOS um ser humano pode se apaixonar DE VERDADE por um... monte de pixels e ondas sonoras. Porque basicamente não é disso que ele passa: uma figura, um personagem, um... ideal. Porque ninguém mostra, na internet, 100% o que realmente é, e sim apenas as qualidades que julga ter. Ou os traços de personalidade que possui e não consegue (ou não tem coragem) de demonstrar na vida real. Ou as fotos photoshopadas e vídeos da cintura para cima. Ou... não, a pessoa também pode simplesmente não se importar com a aparência, além de só escrever o que dá na telha e pronto. E você pode até achar isso interessante. Mas de qualquer jeito, é quase sempre alguém bem diferente do que você imagina.

Mas esse monte de pixels e feixes de ondas sonoras é, sim, capaz de... conquistar alguém. Da mesma forma que um personagem de um romance fictício, por exemplo. O que eu ainda não consegui concluir é se, afinal, esse amor virtual é pura ilusão ou pode ser 100% sincero e coerente com a realidade. Será que quando você conhecer o cidadão pessoalmente vai continuar sentindo a mesma coisa ou irá tudo por água abaixo?

Não perca o próximo post.

Web 2.0 - Amor à Distância

Como alguém pode se apaixonar por um monte de pixels?

I'll tell you what.

Nem sei por onde começar no momento em que escrevo essas linhas, ainda mais por ser, no fundo, um assunto um tanto quanto personal.

Pois é, nada como a experiência própria para fazer com que você saiba discorrer sobre cert assunto como ninguém. Vou tentar ser o menos pessoal possível, senão vou acabar descrevendo todas as minhas aventuras desde a época de foto em net discada.

(Acho que vou acabar dividindo esse artigo em 3 posts, como geralmente ocorre quando escrevo textos """jornalísticos""". Ou não.)

First of all, o tema do debate: é possível se apaixonar por alguém que não se conhece? Não entra aqui em questão o fato de um relacionamento poder ser mantido à distância ou não, e sim se um sentimento mais profundo que simples interesse pode vir a ocorrer SEM esse contato físico.

Minha resposta é sim. Alguns leitores vão me zoar, mas acredito que o que nos faz ter esse tal sentimento profundo (vulgo amor) por alguém é a energia da pessoa, ou sua aura. Ou seja, a vibração que ela emite. Minha conclusão é a seguinte: o que vai definir se você pode ou não sentir algo assim por alguém que nunca viu ou tocou é nada mais que a sua sensibilidade para captar essas energias e sentir se elas vibram na mesma freqüência que as suas. Ou se são freqüências que se complementam, ou whatever. Não quero decifrar aqui a física do amor, mas apresentar uma teoria que explique o fenômeno do amor à distância. Da mesma forma que acontece in real life, seja ela qual for, também pode acontecer através da rede.

Que fique claro aqui que não estou falando daquelas fantasias lascivas ou romances infantis, mas daquele sentimento que te faz ter certos pensamentos e atitudes que você não tinha antes senão por pessoas de carne e osso. Sentimentos como ciúme, admiração, compaixão, afeto, solidariedade ou mesmo atração.

Será que algum leitor já passou por isso? Peço que quem ler isso aqui comente, mesmo que seja um leitor imaginário com comentários fictícios. No próximo post vou falar sobre como tudo começa e como esse amor virtual surge.

Segunda-feira, 31 de Março de 2008

me diga algo que eu não saiba

nota mental: se você consegue conquistar alguém que se orgulha de não ser piegas e de nunca ter namorado na vida, é porque você realmente conquistou essa pessoa.

Quarta-feira, 12 de Março de 2008

DrinkOwned's

meu, na moral.

me diz o que está escrito aqui:


DRINKS ou OWNED ?

pra mim sempre vai ser OWNED. apesar de estar escrito quase exatamente assim na parede de um BAR.

qualquer dia tiro foto pra vocês acreditarem.

Domingo, 24 de Fevereiro de 2008

coffee, coffee, coffee

caraco, dessa vez quebrei todos os recordes. nunca tomei tanto café na minha vida, cara. cinco xícaras de uma vez.

eu percebi não que fico depressiva SÓ quando não tem coca-cola: quando não tem comida em casa também. digo, até tem, mas só coisas chatas de preparar e sem graça de comer. e eu nem tenho fome, eu tenho é vontade de preparar algum quitute interessante. coisas interessantes são macarrão, lasanha congelada, nuggets, miojo, brigadeiro de colher ou até mesmo gelatina. ou um misto quente com tomate, assado no forninho. mas não tinha nada disso em casa, e eu entrei em parafuso, porque não tinha coca-cola. Deus ! não tem nada pior do que uma madrugada tediosa SEM coca-cola pra refrescar a garganta.

como não tinha nada disso, chegou 5 da manhã e eu fui fazer um café. e depois das 5 xícaras, como não tinha nem pão com manteiga pra comer, eu pensei em fazer MAIS café. que absurdo, será que tô ficando viciada ? mas eu nem tomo café todo dia !

daí eu entendi que na verdade NÃO tenho compulsão alimentar, porque quando tem coca-cola na geladeira eu não fico procurando quitutes na despensa. sou capaz de passar um dia inteiro só tomando coca-cola. eu tenho é falta do que fazer mesmo. a vontade de fazer mais café não era vontade do café em si, e sim de fazer alguma coisa.

eu adoro sentar na mesa da cozinha, enfiar alguma coisa no forninho elétrico e esperar ficar pronto, enquanto assisto os minutos passando no relógio da parede, os gatos comendo suas comidas e o dia clareando pela janela da cozinha. como não tinha comida, eu pensei em esquentar água pra fazer mais café, mesmo já tendo tomado cinco xícaras. no final das contas, é tudo um pretexto pra ficar sentada na mesa da cozinha, esperando.

estou começando a perceber que tudo na minha vida são pretextos para outras coisas. mas isso já é outra história.

hoje tô com preguiça de cozinhar. acho que vou encomendar umas panquecas recheadas. nem tô com vontade de comer panquecas, mas assim eles me trazem uma coca-cola junto e eu não preciso sair de casa.

Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

Polivalente

Eu sonho com viagens,
sonho com meus lares;
sonho com o luxo
e com a simplicidade;
sonho com ciência
e também sonho com arte.
Quero viver de tudo,
eu sou polivalente.

Eu sonho com fazendas,
sonho com metrópoles;
sonho com aconchego
e também com aventuras,
sonho com a natureza
e com tecnologias.
Quero absorver tudo
e me esqueço de criar.

Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

sempre tem motivos pelos quais a gente quer matar certos amigos nossos de porrada. e por mais que amemos esses amigos e não vivamos sem eles, tem certas coisas que não conseguimos aceitar e com as quais não conseguimos conviver sem sentir um sapo atravessado na garganta. e não tem nada que possamos fazer, afinal, ou aprendemos a lidar com as diferenças, ou nos isolamos num mundo totalmente sem relacionamentos.

são muito poucas as pessoas que conseguimos aceitar totalmente, sem ressalvas, sem que nos irritem e nos tirem do sério por causa de certos traços de personalidade. às vezes isso acontece justamente porque não as conhecemos muito bem ou porque não temos muita intimidade com elas, mas queira deus que existam pessoas realmente compatíveis com meu gênio, ou jamais encontrarei companhia duradoura para dividir o resto dos meu dias.

Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008

pé frio e cabeça quente

eu cheguei à conclusão de que às vezes a gente precisa passar por momentos de azar e surtos psicóticos de ódios mortais para o universo começar a conspirar A FAVOR da gente.

daí a gente pode esfriar a cabeça e perceber que o que tem que acontecer vai acontecer e pronto.




sabe aquele lance de o destino ser escrito em norma culta com uma péssima caligrafia ? é, eu tenho a leve impressão de que faz sentido.

Domingo, 23 de Dezembro de 2007

nerdices

minha relação com meus amigos nerds/babacas é uma coisa que meus amigos "normais" nunca vão entender. nunca, nunca, nunca.

gente normal é normal sempre. você pode virar nerd ou babaca* se já tiver uma tendência, mas enquanto não for, jamais entenderá.

mas qual é a diferença ?

é a diferença entre usar gírias de mano AE LEK FMZ VLW VEIW FIRMAO EH NOIS de verdade ou de zueira. é a diferença entre achar que um certo guia de idiomas é inútil ou engraçadíssimo. é a diferença entre escrever errado porque não sabe escrever ou para zoar com quem não sabe. é a diferença entre ter uma conversa banal sobre assuntos normais ou interessantíssima sobre coisas banais.

conversar com nerds e babacas é entender mensagens sutis ditas de formas peculiares, é usar risadas alternativas no msn, é ter grupos de contatos com nomes esquisitos, é rir de coisas que só vocês acham engraçadas, é passar a tarde esperando determinadas pessoas ficarem online, é fazer conferência no skype pra falar merda, é ter linguagens secretas e piadas internas que só certas pessoas entendem, é passar trote telefônico, é ver malícia em tudo o que se fala ou escreve, é tirar sarro de si mesmo e de tudo ao redor, é chamar chat de suruba, é usar frases de trotes e vídeos do youtube que só quem tem acesso à internet conhece.

é dizer "çai" quando os dois escrevem/falam a mesma coisa ao mesmo tempo, é escrever errado intencionalmente e saber que o outro sabe que você escreveu errado de POPRÓSITO, é precisar de ajuda divina pra parar de falar LOL, é saber que comic sans é a fonte mais REDÍCULA do mundo, é xingar o outro e ser xingado e não se sentir ofendido, porque você sabe que eles são pessoas legais e não tem nada a ver. afinal, tem que ter um mínimo de respeito, senão vira molecagem.

claro que a gente tem piadas internas e linguagens secretas com os amigos "normais" também, mas é diferente. aquele lance de um olhar pra cara do outro e já saber o que o outro está pensando, todo mundo tem amigos assim. ter coisas que se a gente vê por aí, ou ouve ou fala, começa a rir de se jogar no chão. mas não existe nada na vida real que tenha "apostilas" que você precisa ler pra entender e fazer parte. tem coisas que só a babaquice proporciona.

mas mais do que ser babaca é ser um babaca nerd. aliás, todo nerd é um pouco babaca, mas nem todo babaca é nerd. e ser nerd é melhor. porque ser nerd não é só ter certos interesses, hobbies e atividades típicos, al-ém de ser meio bitolado, como dizem os estereótipos. também é ter malícia, informação, instrução, sagacidade, respostas na ponta da língua, escrever bem, digitar rápido, leitura dinâmica, gosto musical apurado, visão crítica, argumentos consistentes sobre os mais diversos assuntos. para mim, ser nerd é ser interessante. nem todos os nerds são tão interessantes assim, mas são só esses que eu chamo de "meus amigos nerds".

ter amigos nerds é ter um círculo social paralelo ao seu "mundo real". e o mais incrível é que as pessoas desse círculo podem estar em qualquer lugar do mundo e interagir do mesmo jeito, e nem precisam ver a cara uns dos outros. e a atitude desse tipo de amigos é diferente. eles não te cumprimentam no msn com um "oi rsrsr td bem? eai oq tem feito? 9da10?"... ARGH. é uma relação diferente, você não é obrigado a cumprimentá-los só porque estão online. você só fala com eles quando tem assunto, e já chega mandando links ou falando coisas aleatórias e aparentemente insanas e fora de contexto, para quem vê de fora. vocês têm emoticons manjados para cada situação, assim como frases feitas e coisas que só são engraçadas se você olhar com olhos de nerd.

o problema é que você nunca vai conseguir explicar para os seus amigos "de verdade", aqueles do dia-a-dia, o que você tanto conversa com esses nerds malucos. e às vezes não dá pra resistir soltar umas piadas internas inexplicáveis:

Maíra diz:
o nosso sonho de hj pode não ser o nosso sonho de amanha

diarinho com feedback diz:
maíra

diarinho com feedback diz:
AMANHÃ NÃO TEM NINGUÉM

diarinho com feedback diz:
AMANHÃ NÃO


imagina se ela vai entender o que eu quis dizer com isso.

*sobre babaquice, consulte a babakipedia e, por favor, leia as apostilas. ou não, se você for normal demais.

Self-Owned

Continuando a série sobre idades emocionais, eu acho que um fator importante para se superar toda essa inconstância e insegurança, é aprender uma coisa muito simples: a rir de si mesmo.

Porque uma das coisas que os aborrescentes mais temem é fazer papel de ridículo. Por isso as meninas de 13 anos vão vestidas de mulher em festas de crianças de 2 anos, com saias curtas, penteados chiques, decotes mostrando o que não têm, salto agulha e acessórios brilhantes e desconfortáveis; porque acham que não vão ter vontade de brincar no pula-pula ou na piscina de bolinhas com as outras crianças. Por isso ficam tão envergonhadas quando dão um tropeção qualquer ou quando alguém expõe algo de suas vidas em público, como o fato de terem ficado "mocinhas" ou de terem mamado na mamadeira até os 8 anos de idade. Por isso também que os garotos não gostam que seus amigos interajam muito com seus pais ou avós, que adoram falar de seus "pimpolhos".

Qual é o problema de dormir no quarto dos irmãos mais velhos porque ainda tem medo do escuro ? De estar a fim de alguém ? De levar um fora de vez em quando ? De ter uma barriguinha sexy ? Por que chamar de "gorda" é a pior ofensa do mundo para uma garota ? Por que tanta preocupação com as aparências ? Por que tanto medo de parecer mais novo ? Medo de brincar com crianças mais novas e parecer infantil ?

Eu sou mais feliz desde que parei de me levar a sério.
E eu ainda vou escrever mais coisas neste post.

E esta citação me inspira:


"Eu cheguei a conclusão de que um dos meus maiores erros era me levar a sério demais. Desde que assumi o que há de histriônico em mim, os tombos se encheram de graça. Palhaça-acrobata, descobri que não há nada melhor do que levantar de uma queda digna de Ícaro com um estupendo "TA-DA!!!!" acompanhado de rufar de tambores e pose circense."

Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007

scraps ocultos

orra, meu. atendendo aos inúmeros pedidos, finalmente o sr. orkut ativou a opção de deixar os scraps ocultos. e todas os noobs que vinham parar no meu blog procurando por isso agora poderão fazê-lo. acontece que eu não vou postar falando sobre como fazer pra deixar os scraps ocultos. porque se você é tão noob que tem que perguntar pro GOOGLE como fazer uma coisa tão simples, então você não devia usar o orkut. porque já tem noobs demais no orkut. e outra, não deixe seus scraps ocultos; eles foram feitos para serem fuçados. scrapbook = mural de recados, se você quer um mural de recados SECRETO, use o E-MAIL. noob.

no próximo post eu falo sobre o tal self-pwned.

Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007

Aborrescência

Minha aborrescência começou relativamente tarde. Lá pelos 13 anos, que foi quando dei meu primeiro beijo, depois comecei a sair sozinha com as amigas (sendo que aos 11 eu não atravessava nem a rua sozinha), mudei na oitava série do colégio público para um particular, e pude presenciar como é e vivenciar a vida dos alunos dessa faixa etária num colégio de filhinhos de papai. ou seja: igualzinha à dos seriados americanos.

A classe se divide entre:
1. os playboys ou patricinhas/mauricinhos
2. os nerds
3. os alternativos esquisitinhos/roqueiros
4. os excluídos

Tanto os nerds como os alternativos podem ser excluídos, mas os boyzinhos JAMAIS serão, NUNCA serão. Tem também os pops, ou a elite, grupo formado pelos filhos das coordenadoras e diretoras, pelos alternativos engraçadinhos que adoram chamar a atenção, pelas garotas riquinhas que dão BAILES com traje Esporte Fino em todos os aniversários e também aqueles amigos que estudam no mesmo colégio desde o jardim-de-infância. Mas os pops nunca são nerds. Ou seja, a Elite é uma panelinha de alunos que são famosinhos em todas as unidades do colégio, e que adoram praticar bullying nos excluídos.

Bom, eu era alternativa AND nerd. Adivinha no que deu ? Isso mesmo, Clube das Excluídas.

Nem preciso narrar a minha aborrescência traumática, né ? O que importa é que minha suposta infância não terminou aos 11 anos, quando eu parei de brincar de Barbie, e sim aos 13, quando eu parei de imaginar como seria meu primeiro beijo e de sonhar com o príncipe encantado.

Mas, paradoxalmente, as infantilidades estavam apenas começando. Porque não tem coisa mais infantil e patética do que uma criança em corpo de "mocinha" achando que sabe pensar e agir como gente grande.

O problema do adolescente é que ele PENSA que é um ser humano íntegro e com a opinião formada, nem que a sua única opinião seja dizer que prefere ser uma metamorfose ambulante.

Os adolescentes gostam de se achar donos do mundo. Se acham completos, perfeitos, como se não tivessem mais nada para aprender na vida; adoram dizer que "eu sou mais eu" e se julgam "pessoas de personalidade forte". Acreditam que quem fala mal deles é porque os inveja, mas também adoram falar mal dos outros. Se acham os donos da verdade, às vezes rebeldes e revolucionários, e o pior de tudo: se acham adultos.

Mas se tem uma coisa que eles não são, é alguém íntegro, pleno e completo.
Eles não entendem que, nessa idade, em meio a transformações psicológicas e fisiológicas desnecessárias de serem citadas, eles estão em mudança constante e ininterrupta. Adolescentes são um rio de inconstância, um fluxo de disparates, e do começo ao fim da adolescência cumpre-se um ciclo de transformações. Esse ciclo corresponde ao processo de Busca Por Uma Identidade. Porque nem mesmo personalidade eles têm de forma definida. E enquanto não chegam de fato ao fim dessa Busca, eles não saem da Aborrescência.

Você já reparou como adolescentes têm vergonha de tudo ? E como são, ao mesmo tempo, revoltados ? Têm vergonha de falar em público, de cantar no videokê, de subir num palco quando chamadas. Mas postam dezenas de fotos ególatras no fotolog e fazem vídeos com conteúdo quase obsceno.

Na verdade tudo isso se resume em uma coisa: afetação. Afetação significa fingir ser quem você não é. Quer dizer que eles querem chamar a atenção, mas também querem parecer adultos. As meninas, especialmente, agem de forma diferente quando estão na presença de outras pessoas. Quando estão com as amigas, por exemplo, são divertidas e escandalosas, e vivem falando de meninos. Quando tem meninos por perto, elas riem mais, mesmo que não estejam achando tanta graça assim, andam como se estivessem numa passarela, fingem ficar nervosinhas com as provocações deles, mas é tudo um pretexto para se aproximar e interagir com eles, por mais que não tenham nenhum interesse. Quando estão entre adultos e sem amigos por perto, são apenas serenas (eu diria enfadonhas), parecem estar extremamente entediadas, e também tentam parecer adultas, a fim de serem vistas de igual para igual. Já quando estão na balada fingem dançar, mas tudo o que fazem é mexer os pézinhos para lá e para cá, e olhar para os lados que nem psicas procurando conhecidos para fazer social ou pessoas bonitas para xavecarem-na (porque elas mesmas nunca xavecam. Afinal, mulher tem que se fazer de difícil).

As patricinhas, geralmente, são as mais afetadas. As nerds e excluídas são as mais envergonhadas, e as alternativas são as mais revoltadas e liberais. (Mas muitas dessas últimas, na verdade, são patricinhas enrustidas. Afinal, em vez de usar um tênis furado e um trapo amarrado como saia, usam um Converse original e uma saia de pregas da Opera Rock. E estudam num colégio particular, claro.) Mas tanto o afetamento como a vergonha, a revolta e o liberalismo (nossa, parece papo de sociologia) fazem parte da afetação adolescente. Resumindo: tudo isso uma hora vai passar. TEM que passar.

Deixa eu continuar no próximo capítulo, que aí vou falar do self-owned ;)

Juventude

(este é um post antigo semi-reformulado, introdutório ao próximo post)

as pessoas quando crescem ficam chatas.
uma criança na fase de transição para um adulto, então, é a pessoa mais chata do mundo. (leia-se: adolescente).
eu não tenho paciência com adolescentes.

porque quando se é criança, não se tem vergonha de nada, não se tem regras, não se tem hipocrisia, não se faz as coisas só na intenção de agradar aos outros. não se segue política ou etiqueta, tudo é descontraído, tudo é diversão, tudo é desfrute.

quando essa criança começa a entrar na adolescência, vira a coisa mais enfadonha. não é mais alguém que usa qualquer roupa, rola no chão, ri alto e com vontade, se lambuza toda pra comer, não tem medo de ser feliz.

adolescente é a pessoa mais chata de se conversar, porque ou tem vergonha de falar em certos assuntos por medo de ser julgada, ou então só fala futilidades.

não é mais alguém que, quando você encontra, você pega nos braços, levanta no ar e roda, faz cosquinha, brinca de caretas e outras coisas bobas, e se diverte horrores. agora ela tem vergonha. vergonha de os mais velhos a reprovarem, ou de os seus amiguinhos da mesma idade acharem que ela é muito infantil.

tudo isso porque tudo o que querem é serem adultos. serem vistos como adultos. então não podem fazer coisas de criança ou falar de assuntos infantis. e além do mais, adolescentes são meio falsos; adotam uma postura afetada, que dá pra perceber quando estão forçando o riso, tentando chamar a atenção ou fazendo doce. não tem coisa mais ridícula, por exemplo, do que reparar que uma menina está a fim de um menino mas não quer dar o braço a torcer, e fica provocando e ao mesmo tempo fazendo joguinhos toscos para se fazer de difícil.

eles passam a se preocupar com modas e com aparência, coisa que na infãncia jamais se preocupariam; cria um monte de pudores e uma pseudo-opinião formada.
isso nos primeiros anos, porque em grande parte das vezes, mais tarde o processo se inverte. eles passam a odiar tudo o que está na moda, procuram quebrar todas as regras e convenções sociais, e gostam de dizer que não ligam para a aparência ou para o que os outros pensam deles, mas paradoxalmente usam a suposta falta de cuidado com a aparência para chamar a atenção e se auto-afirmar. resumindo: a fase do rebelde-sem-causa.

nesse estágio, quando em bando, são perigosos: fazem o maior estardalhaço, se vestem e se penteiam de forma estranha, usam códigos de comunicação, criam intrigas entre si, praticam bullying nos excluídos e falam mal dos outros pelas costas. mas quando isolados ou em reuniões sociais ou de família, são apenas enfadonhos. apáticos, depressivos e deprimentes. dão sempre a impressão de querer estar em qualquer lugar, menos ali.

ah, bom mesmo é ser jovem ! jovem não é mais aborrescente, mas também ainda não é totalmente adulto (que, por sinal, tem a mesma raiz da palavra adulterar). o jovem já tem um monte de responsabilidades, mas ainda não casou ou teve filhos. não precisa mais ficar sonhando em chegar logo à maioridade para poder dirigir, beber e entrar em lugares proibidos; mas ainda tem muita agilidade, resistência física e disposição, e ainda não se queixa de dores nas juntas.

o jovem já não tem tanto tempo disponível, mas quando tem, aproveita-o bem. faz coisas úteis como trabalhar, estudar e resolver seus próprios problemas, sem precisar da aprovação e assistência dos pais em período integral. quando entra de férias, pega o carro ou a mochila e vai viajar, seja sozinho ou com os amigos.

o jovem já não tem mais tantas neuras e crises de identidade quanto o adolescente, tem mais relacionamentos de verdade e menos decepções amorosas superficiais. às vezes se pega sentindo saudades da infância e dos "bons tempos de colégio", mas tem consciência do quanto amadureceu daquele tempo para cá e sabe que tem o poder de ainda realizar muitas coisas boas na vida.

quando alguém se torna jovem, pára de andar a ermo, indo para onde o vento levar, e passa a trilhar um caminho traçado por si próprio. aprende que existem milhões de caminhos possíveis, com milhões de resultados diferentes, e já tem experiência suficiente, ainda que teórica, para pesar todas essas possibilidades e escolher uma delas, ou ir testando até acertar.

o jovem consciente tem a cabeça nas nuvens e os pés no chão. e só ele consegue reunir essas duas coisas em uma.

quando você se torna jovem, volta a rolar no chão, fazer montinho, brincar de gato mia, soprar bolinhas de sabão, fazer guerra de travesseiro, cantar músicas da sua época de infância, dar risada alto e comer tudo o que tem vontade, de danoninho a papinha de nenê, sem medo de ser taxado de "infantil"... e tem orgulho de andar de mãos dadas na rua com sua mãe ou avó.

você já não pertence a mais nenhuma tribo: ouve qualquer música, usa qualquer roupa e aprendeu a não julgar os outros por estereótipos. tem suas preferências, claro, mas já transcendeu os preconceitos.

o jovem tem a mente aberta para aprender tanto com os adultos e idosos quanto com as crianças e adolescentes. dá valor às coisas simples da vida e não faz questão de provar nada para ninguém.

ele faz amigos onde quer que seja, sem distinção de idade: trata tanto os mais velhos como os mais jovens de igual para igual, ensina aos mais novos sem ser autoritário e não necessita de auto-afirmação.

se antes era louco para terminar a escola, agora não tem pressa de terminar a faculdade. cada ano passa voando e ele tenta aproveitar ao máximo.

o jovem geralmente morre de saudade do seu passado, mas isso não o impede de curtir e muito o seu presente.

...ou, pelo menos, era assim que deveria ser, com todas as pessoas que saem da adolescência.
aliás, para mim, quem ainda não tem essas características todas que eu descrevi, não passa de um adolescente em busca de uma identidade.

porque adolescência é uma fase de transição. pessoas inseguras, para mim, ainda não saíram da adolescência.

já a juventude, para mim, é simplesmente sinônimo de "maturidade desprovida de velhice".



"A maturidade do homem consiste em haver reencontrado a seriedade que tinha nas brincadeiras de quando era criança".
- Friedrich Nietzche

Terça-feira, 20 de Novembro de 2007

Mil Perdões

(com o perdão da paráfrase)

me perdoa
por fazer-te mil perguntas
que em vidas que andam juntas
ninguém faz

me perdoa
por pedir-te perdão
por amar-te demais

me perdoa por ligar-te
em todos os lugares
e não conseguir

me perdoa
por erguer minha mão
fingir bater em ti

me perdoa
quando anseio pelo instante de sair
e rodar exuberante e me perder de ti

me perdoa
por querer te ver
e não conseguir

me perdoa
por contar suas horas
nas suas demoras por aí

me perdoa porque choro
enquanto choras de rir

...que eu te perdôo por me trair


- adaptado de chico buarque

Sábado, 10 de Novembro de 2007

"é só um copo e meio !"

quando meus amigos me vêem comprando uma lata de coca-cola e matando ela em um minuto, ficam embasbacados. tipo, quando pedem um gole e eu já tomei quase tudo, arregalam o olho quando seguram a lata e sentem que está QUASE vazia. tipo "aff que draga que tu é, tu bebe muito rápido aff affa aff affaf"

orra, meu. se eu me dei ao trabalho de gastar DOIS MANGO com uma latinha de 350ml, é porque eu tava MORRENDO de sede. e 350ml nem é tanto assim, é pouco mais que um copo e meio. um copo tem 200ml, uma lata corresponde a um copo de 200ml e mais um com 150ml. é uma "porção" suficiente para uma pessoa. vai dizer que cês não matam isso de uma vez depois de comer um lanche do MC ou um saquinho de pipoca ou batata frita ?

eu tenho sede crônica. principalmente no verão. por isso me reservo o direito de DEGLUTIR uma lata inteira de coca-cola de uma só vez, sem ficar economizando, bebendo de golinho que nem passarinho. porra, eu sou normal. não acredito que nego encana com isso - a RAPIDEZ que eu bebo uma lata de refrigerante. ou de mate, ou de suco, ou de qualquer coisa.

daí quando eu falo que uma lata é = um copo e meio, fazem cara de "aff, como se isso fosse pouco". porra, É pouco. tanto que às vezes uma lata só não dá conta da minha sede :P

e tipo, se eu demorar demais pra beber, o treco ESQUENTA. perde o gás, perde o gelo. boa, vou usar isso como desculpa da próxima vez.

e deixa eu ir lá na geladeira que tem meia garrafa de 2 litros esperando pra ser DEGLUTIDA. brb

Quinta-feira, 8 de Novembro de 2007

I HAZ A LOLCAT

Intermédio

rabiscado em 25/06/07.


Que coisa mais curiosa. Acabo de reparar que a ausência de Líderes que têm influência sobre a minha pessoa me deixam mais desinibida para atuar nos meios dos quais comecei a fazer parte por intermédio deles.
Que estranho, pô.

E por falar em influências, descobri que se tem uma coisa para a qual eu NÃO sirvo, é servir de intermédio.

É que fico extremamente confusa e estabanada quando tenho que estabelecer um contato e/ou interação entre duas pessoas ou grupos de pessoas que não têm muito a ver um com o outro. Por exemplo, quando meus amigos vão em casa, ou quando minha mãe está entre meus amigos, ou quando sou incumbida de levar um convidado para dar uma palestra na reunião do grupo de jovens.


E isso me incomoda. Meus amigos, por exemplo. Não consigo juntar/lidar com dois grupos diferentes ao mesmo tempo sem me sentir numa situação muito estranha. E
quando por algum motivo acabo juntando dois ou mais amigos de "turmas" diferentes, que não se bicam muito (em festa de aniversário, por exemplo), e tenho que lidar com a situação ? É tenebroso. Não consigo agir naturalmente como agiria em um ou outro grupo sem misturá-los. E também não sou a pessoa mais habilidosa do mundo em criar assuntos para a interação dos demais presentes entre si. Daí a minha dificuldade de estabelecer um "CANAL DE COMUNICAÇÃO". É, eu sou uma pessoa cheia de peculiaridades.

Inevitavelmente, essa reflexão me leva a pensar nas conseqüências que essas peculiaridades vão acarretar na minha vida profissional. E que em muitos momentos essa habilidade vai fazer falta na minha missão de fraternizar (verbando) a humanidade, e tal.

Então penso nos intérpertes e tradutores. Eles são o exemplo perfeito de "canais de comunicação". Eles tornam possível a transmissão de informações entre as pessoas mais diferentes possíveis. Principalmente os intérpretes, que trabalham num ritmo muito acelerado, tendo que raciocinar com enorme rapidez e anida tomar o máximo cuidado ao transmitir a informação traduzida com precisão.

Daí pensei que aprender línguas talvez fosse uma boa maneira de eu exercitar um lado "canal de comunicação" de ser. E a linguagem dos sinais também. Contraditório, né ? Eu sou a pessoa menos comunicativa do mundo e adoro linguagens mais do que qualquer coisa.

Logo, fazer Letras é uma possibilidade interessante, considerando que eu me dou muito melhor escrevendo do que falando. E que eu adoro todos os tipos de linguagem, além dos diferentes idiomas verbais.

Imagina agora daqui a alguns anos eu fazendo intercâmbios na Itália e trampando na minha área no país que pra mim é o paraíso e onde se usa o idioma mais lindo do mundo ?


> update feito no dia da publicação:
E tem mais, agora estou com planos de, na Copa de 2014, estar falando 5 línguas diferentes


PEGA EU

Terça-feira, 6 de Novembro de 2007

menina bússola - 6 days diz:

EU SOU MUITO INDECISA

menina bússola - 6 days diz:

PQP

menina bússola - 6 days diz:

vou estabelecer uma lista de prioridades

A n d r é diz:

bom, pelo menos vc nao pode dizer que nao tem muita opção..

menina bússola - 6 days diz:

por exemplo, se eu passar no concurso dos correios e for chamada, vou me dedicar às entregas e só (pq é muito puxado)

A n d r é diz:

hmmm

A n d r é diz:

é bom? $$

menina bússola - 6 days diz:

se eu virar carteira (LOLOLOL) vou fazer mais nada da vida e juntar grana pra viajar nos feriados \o/

menina bússola - 6 days diz:

e não, carteiro não ganha muito

menina bússola - 6 days diz:

mas pra mim qualquer coisa é suficiente

menina bússola - 6 days diz:

eu não gasto em nada e sou econômica pacaralho

menina bússola - 6 days diz:

só gasto viajando :F

A n d r é diz:

qto seria o salario de um carteiro?

menina bússola - 6 days diz:

540 e pouco

A n d r é diz:

a boa é arrumar alguma coisa na sua area

A n d r é diz:

q te de experiencia

menina bússola - 6 days diz:

é, mas ganha menos ainda

menina bússola - 6 days diz:

OLOLO LOL OL

A n d r é diz:

sim, mas tem futuro

menina bússola - 6 days diz:

eu queria trabalhar a noite

menina bússola - 6 days diz:

pra estudar de manhã

menina bússola - 6 days diz:

mas não sei se vai dar certo

menina bússola - 6 days diz:

EU NÃO SEI DE NADA

A n d r é diz:

vc jah viu carteiro ser promovido? =p "ah, agora eu entrego cartas nos bairros nobres de santos" =p

menina bússola - 6 days diz:

UHAUAHUAHUAHUAHUAHUAHAUHAUHAUHAUHA

menina bússola - 6 days diz:

não, porra

menina bússola - 6 days diz:

mas eu sempre quis ser carteira

menina bússola - 6 days diz:

e eu nunca trabalhei na vida

A n d r é diz:

UHAUAIHAUHAHAUAHAHAHAUHA

menina bússola - 6 days diz:

imagina o meu primeiro emprego ser uma coisa que eu quero ser desde criança ? :P

A n d r é diz:

sem querer zuar, mas qdo eu era pequenininho eu queria ser lixeiro

A n d r é diz:

eu tinha varias latas de lixo com papel e X coisas dentro e brincava que o armario era o caminhao

A n d r é diz:

e acordava todo dia cedo pra ver o lixeiro passar

menina bússola - 6 days diz:

hahahahahahahahahahhahahaahahha

menina bússola - 6 days diz:

tá vendo ? é uma profissão nobre

menina bússola - 6 days diz:

o que seria de nós sem os lixeiros

menina bússola - 6 days diz:

eu lembro quando minha mãe me ensinava a limpar a casa

menina bússola - 6 days diz:

esfregar o chão, passar pano nos móveis, lavar a louça

menina bússola - 6 days diz:

e eu disse uma vez que quando crescesse queria ser empregada doméstica

menina bússola - 6 days diz:

minha mãe falou NÃOOO, VOCÊ VAI SER UMA ÓTIMA DONA DE CASA, ISSO SIM

menina bússola - 6 days diz:

e eu falei AH, MAS DONA DE CASA NÃO GANHA NADA PRA TRABALHAR

menina bússola - 6 days diz:

UHAUHAUAHUHAUHA

A n d r é diz:

AUIHAIUAHAUIHUHAAUHAUAHAUHAUHAUAIHAUAUAHAH

A n d r é diz:

mas po, o marido ganha =p

menina bússola - 6 days diz:

lol

menina bússola - 6 days diz:

mas eu queria ganhar o MEU dinheiro né

A n d r é diz:

krl, a mãe ensinado a limpar e a filha jah planejando o brilhante futuro de empregada

A n d r é diz:

iuahauiahauiahiaua, sim, sim

menina bússola - 6 days diz:

UHAUAHUAHUAHAUHUHAHUAUHAUHA

Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007

para quê ?

cara, se tem uma coisa que é estupidamente fácil de fazer, é arranjar coisas para passar o tempo.

depois de uma semana de sono diurno & vigília noturna, tudo regado a rango na madrugada (e dá-lhe ócio mal-empregado), resolvi emendar uma noite de internerds com uma manhã cheia de coisas pra fazer, para quem sabe dormir algumas horas mais tarde (tipo umas catroratarde) e acordar um pouco mais... cedo (4 da manhã tá ótimo. qualquer coisa é melhor que acordar às 6 da tarde e descobrir que o dia já acabou).

só que o dia estava horrível para sair de casa, e essas coisas que eu tinha pra fazer,... bem, não eram tão importantes assim. daí eu decidi emendar essa noite na internerds com... uma manhã na internerds ! porque não tinha outro jeito de eu me entreter com algo depois de 15 horas acordada sem sentir o menor sono.

só que se a manhã acabasse e eu capotasse antes de meio-dia, eu iria acordar novamente... de noite. o ideal era eu dormir no mínimo às 4 da tarde, para acordar às 4 da manhã do dia seguinte, e assim começar a viver num ritmo um pouco mais normal (pelo menos social e convencionalmente falando) do que o de quem troca o dia pela noite.

mais quatro horas de ócio. sem dormir.
o que eu poderia fazer para me manter acordada até as 4, que não me desse um sono desgraçado ?

  • televisão
  • livros
  • violão
  • internet
o que vocês acham que eu decidi ? 8)
tipo, eu já tinha lido e comentado em todos os blogs, estudado grego até enjoar, pesquisado sobre tudo o que se pode imaginar no google, enchido o saco de vários aleatórios no msn, editado várias fotos... mas não tinha outra saída.

foi aí que algum acaso me levou a algum link de Comédia em Pé no youtoba, e eu acabei assistindo a praticamente TODOS os vídeos dessa bagaça. confesso que às vezes me dava um tediozinho, mas também foram muitas, muitas risadas.

e como eu sou desocupada pacaralho, fiz até uma lista dos melhores de todos:

preview (indicado para os wannabe)
http://www.youtube.com/watch?v=2xv_jzigDuw
http://www.youtube.com/watch?v=SstCunQmawU

rafinha bastos (me lembrou o jô soares)
http://www.youtube.com/watch?v=vdMD2jCdWP4
http://www.youtube.com/watch?v=HKCyPqnXDxI
http://www.youtube.com/watch?v=XvTQyuHvHHk

marcella leal (única mulher, e representa pacas)
http://www.youtube.com/watch?v=2C9LdODeP_0
http://www.youtube.com/watch?v=3uaXiSYtphs
http://www.youtube.com/watch?v=tkt08Os40NY

danilo gentilli (voz fina e sotaque do abc paulista)
http://www.youtube.com/watch?v=bH1Fj8dWb9A
http://www.youtube.com/watch?v=qJrMbIbbO3o
http://www.youtube.com/watch?v=eiO19n7yl9k
http://www.youtube.com/watch?v=YRIoKs0vuJ0

fabio rabin
http://www.youtube.com/watch?v=5Jk-HeuZUN4
http://www.youtube.com/watch?v=7rz3rVY5Jr0


bruno motta (mineiro de BH que eu nunca ouvi falar mas é famoso por lá)
http://www.youtube.com/watch?v=v99iKgFPY7o

aleatórios
http://www.youtube.com/watch?v=2DNvwcdYngk
http://www.youtube.com/watch?v=rxc_-YgxuN8

(depois eu faço update com mais vídeos!!!!!!!!)


sem contar o tal do Fábio Porchat, que é desgraçadamente engraçado. (dizem que ele trabalha no zorra total. eu não vejo tv e me recuso a acreditar numa humilhação dessas. mas foda-se, o cara continua engraçado pacaralho).

e, TCHARAM ! relógio marca 16 horas, posso finalmente ir dormir !


IÁSSAS, AGAPITÍ ACROATÉK

Domingo, 4 de Novembro de 2007

Ócio Criativo

ei, ficar sem fazer nada pode ser muito útil.
quando a gente não tem nada pra fazer, a gente repara mais no mundo à nossa volta.
a gente lê mais, conversa mais, conhece mais gente random passeando por aí...
tem mais tempo pra pensar, pra estudar, viajar, planejar o futuro, escrever, ter idéias, ouvir música, fazer exercícios, comer direito, postar no blog...

entre outras coisas ainda mais interessantes (heh)

enfim, o ócio só precisa ser bem aproveitado. o que significa empregar bem o tempo. e nem todo mundo sabe fazer isso, de modo que a maioria das pessoas, quando tem muito tempo livre, acabam se tornando vagais.

vagal é aquele que, quando alguém pergunta "e aí, o que tá fazendo da vida?" ele responde: "porra nenhuma." porque ele não faz realmente nada de útil.

mas o ócio criativo, ah, esse é uma arte.

Sábado, 3 de Novembro de 2007

o futuro da literatura

já faz algum tempo que eu me preocupo com essa questão.

não é preciso dizer que, atualmente, o acesso virtual, imediato e praticamente gratuito a todos os tipos de informação há de tirar das novas gerações o gosto pela leitura tradicional, aquela romanticamente acompanhada de traças, poeira e lambidas na ponta dos dedos para virar as folhas. e isso já está ocorrendo.

o pior não é nem o fato de a linguagem internáutica emburrecer os usuários, nem de as propagandas apelativas direcionarem-nos às páginas e informações mais inúteis. o que me preocupa mesmo é o futuro do escritor moderno, aquele que escreve para quem gosta de ler pelo prazer de ler.

em primeiro lugar, isso me preocupa porque qualquer idiota (como eu, inclusive) escreve e publica o que quiser em seu blog, jornal ou mesmo no orkut; e como a internet está repleta de idiotas (bons escritores ou não), não é preciso ir muito longe para se achar um texto sobre determinado assunto.

basta digitar palavras-chave no google, e encontramos centenas de artigos, na maioria das vezes pobres e irrelevantes, mas em outras são realmente coisas que pagaríamos com gosto para ler, se nos fosse cobrado.

sim, existem coisas estupidamente boas por aí para se ler de graça na internet. e no começo, refletindo sobre isso, eu me perguntava: "mas por que esses cronistas, colunistas, poetas e blogueiros não escrevem livros ? por que não aproveitam o talento que têm para ficar ricos e famosos ?"

depois meu raciocínio mudou. a pergunta passou a ser a seguinte: "será que os autores desses livros que se vende hoje nas livrarias ganham alguma coisa ? afinal, publicar um livro é caro e pode não dar retorno, com essa febre de analfabetismo funcional e libertinagem de informação virtual que existe hoje..."

a mesma coisa com livros técnicos: quem precisa consultar bibliografias em enciclopédias enormes se hoje temos wikipédia, google, manuais on-line, cursos gratuitos, dicionários, programas de tradução, tutoriais, e até mesmo sites para downloads de "livros de verdade" ?

a questão é, por que alguém compraria um livro para ler um romance qualquer de um autor desconhecido, se existem centenas e centenas de contos, poesias e crônicas para entreter os internautas, disponíveis de graça em blogs e sites ?

daí, o que acontece: a "profissão" de escritor tornou-se banalizada. qualquer um que tenha um teclado e uma conexão com a internet pode virar um pseudo-escritor. e dali tanto pode surgir um texto genial, como um monte de asneira. é difícil garimpar bons autores que escrevam freqüentemente num mesmo site.

e as editoras, essas logo estarão preocupadas como as gravadoras. pra que comprar um livro ou um CD de música se eu posso baixar no 4shared e no Discografias ?

bom, eu sou saudosista. adoro cheiro de livro novo (e velho também). adoro ler as "orelhas" e o verso da capa antes de começar a ler o livro em si. gosto de ler antes de dormir, decorar a página em que eu parei para continuar no dia seguinte (e sempre esquecer), deixá-lo na cabeceira junto com a pilha dos outros que estão na fila de espera...

...é bem melhor, mas por falta de dinheiro para comprá-los, eu os imprimo e amarro as folhas com um barbante. PEGA EU

o melhor jeito de acordar

sei que é old, mas tô na vibe:

Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007

depósito de desabafos

engraçado, parece que as pessoas ficaram meio inibidas de me desabafar comigo desde que eu coloquei esse nick no msn.

parece que sentiram que eu tava sendo meio sarcástica me definindo assim, como se eu não aguentasse mais ouvir os outros chorando as pitangas nos meus ombros.

imagina.
eu só não tenho o costume de falar de mim mesma pros outros. e como todo mundo só sabe fazer isso, acaba que eu só escuto os outros falando de si próprios. e no final das contas ninguém me conhece tão bem quanto eu aos outros :D

pô, é que eu não me acho alguém tão interessante assim. e odeio falar de coisas que ninguém tá interessado em ouvir. odeio que não prestem atenção no que eu falo, que me interrompam ou mudem de assunto. então de duas uma: ou eu não falo nada, ou falo das próprias pessoas. porque as pessoas sempre estão interessadas em saber o que os outros tem a dizer delas.

e geralmente é assim mesmo: eu não consigo puxar assuntos banais com pessoas comuns. não me acrescenta nada, é gastar fôlego à tôa. às vezes simplesmente me sinto mais confortável ficando em silêncio e desfrutando o momento do que falando sobre o clima ou sobre culinária...

além disso, eu preciso de contato visual. quero que me olhem nos olhos. e se a pessoa não me olha, eu simplesmente não puxo assunto. tenho essa mania, não consigo conversar através de cômodos diferentes com pessoas com quem não tenho muita intimidade, porque além de não poder ver olhares e expressões, eu teria que falar em voz alta. e todo mundo ouviria! é, também não gosto que terceiros escutem minhas conversas, por mais banais que sejam, se eu não estiver num ambiente totalmente descontraído. eu sou uma pessoa cheia de peculiaridades.

mas enfim, por que o nick depósito de desabafos ? então. as pessoas adoram falar delas, certo ? e como eu só sei ouvi-las, muitas vêm desabafar comigo. e eu não me incomodo com isso, não. adoro conhecer melhor os outros. nem que seja só uma curiosidade mórbida de entender as fraquezas medíocres do ser humano.

e é tão engraçado. elas choram as pitangas, elas pedem conselhos. às vezes eu ajudo pra valer, às vezes eu só me aproveito delas pra dar umas risadas. (mas eu obviamente disfarço, né)

e eu ?

bom, eu só me "confesso" quando alguém me pergunta coisas diretamente e se mostra REALMENTE interessado em me conhecer melhor. mas quando isso não acontece, eu recorro a outros ouvintes, aos meus gatos, meus cadernos de desabafos, meus amigos imaginários. é, porque até dos meus amigos de verdade eu tenho "preguiça". eles me interrompem antes de eu começar a falar! daí, acabo sempre desistindo e mudando de assunto: "mas e você, como é que tá?"

e o pior é que, pra falar a verdade, eu adoro falar de mim. adoro, mesmo. mas não é só falar. adoro que os outros se interessem pelo que eu tenho a dizer. pô, quem não gosta, né ? eu só não tenho paciência pra quem não tá afim de escutar, só isso. sou exigente, isso mesmo, pode dizer.

ok, não vou negar que às vezes fico triste por alguns dos meus próprios amigos não me conhecerem direito, nem terem a menor curiosidade de saber mais sobre a minha vida, minhas histórias, meus planos pro futuro, meus sentimentos, minhas preocupações. mas fazer o quê ? é culpa minha, mesmo. eu que comecei sendo essa pessoa solícita e nada egocêntrica, agora tenho que agüentar as conseqüências. e ainda ouvir que eu sou "uma pessoa muito fechada". então tá, né.


*UPDATE*

era como dizia uma antiga descrição minha no orkut:

"minha vida é um livro. não necessariamente aberto. mas eu não vou te contar o que está escrito se você não estiver interessado."

ou seja: ande até a estante, seu preguiçoso, pegue o livro e comece a ler. ou pelo menos folhear pra ver se te interessa. as palavras estão lá, elas foram feitas pra serem lidas, afinal eu me dei ao trabalho de escrevê-las. mas não é que nem aqueles livros de escola que a gente é obrigado a engolir: o meu livro você só lê se quiser.


*UPDATE 2*

desculpa, depois de eu ler isso, não tem como não fazer a citação.

Não me interessa ser um filósofo genial, mas me interessa ser alguém que as pessoas queiram escutar.

E também me interessa ser alguém para quem as pessoas queiram falar de si mesmas, compartilhar, expor as vísceras e, ao saírem, se sentirem um pouco melhor.


Nada melhor que escutar de alguém “porra, lembrei de você quando me aconteceu tal coisa” ou “fiquei pensando naquilo que você falou”.

Sexta-feira, 5 de Outubro de 2007

Pratodavida

tem pessoas que passam pelo nosso grupo e...

deixam um pouquinho delas conosco e vão embora de repente.
tem as que ficam em meio a nós, quietinhas no seu canto - ouvindo e olhando...
e tenho certeza que todas também levam um pouquinho da gente.

tem as que chegam por acaso, e as que chegam causando.
tem aquelas que, no começo, se doam e se empenham tanto;
mas depois, em meio a tropeços, pelo caminho acabam ficando.

de um jeito ou de outro, todas provam ser imprescindíveis
à nossa história, ao nosso conjunto...
ao nosso empenho em mudar o mundo.

quem passou e não deu sua contribuição?
por algum motivo, todos ali estão.
para dividir suas experiências, pra somar à nossa diversidade
e para multiplicar as esperanças de um dia subtrair tudo o que não presta.

qual é a fórmula perfeita para o nosso grupo ?

tem os membros polares, que não se bicam, se opõem e se distraem.
temos nobres elementos, de intenções de pureza incontestável.
os que fazem comentários ácidos, e os que a eles basicamente reagem.

mas quem tá junto se merece, e as ligações são covalentes.
tudo o que compartilhamos nos une e enriquece.
temos muita energia potencial para transformar a matéria à nossa volta.

somos filhos híbridos da diversidade.
a tensão entre elementos díspares,
que é um processo fertilizador de sonhos;
a água que dilui a aquarela e permite que ela se mescle
através do pincel do pintor da realidade.

batemos nas mesmas teclas para acordar o mundo,
escalamos caminhos íngremes compondo nossas trilhas sonoras,
em busca da melhor cadência
para harmonizar nossas vidas e enfatizar nossa vitória.
porque vibramos na freqüência
das elevadas consciências...

na ressonância dos compassos simples ou compostos,
na ternura das valsas dos compassos ternários,
e se nos combinamos é porque somos dispostos.





[P.S. isso ainda vai ser melhorado]

Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

Livros do Ano - 2007

  • Nítxxxx: a genealogia da moral (pause)
  • Engels: as origens da família, da propriedade privada e do estado (pause/ESSE ANO EU TERMINO !)
  • Umberto Eco - O Nome da Rosa (finished)
  • O Mito da Beleza (pause/vai demoraaaar)
  • Cynthia (finished)
  • Will Durant - A Filosofia de Platão (finished)
  • J. D. Salinger - The Catcher in The Rye (finished)
  • Monteiro Lobato - O Minotauro (reload/finished)
  • J.D. Salinger - Carpinteiros, levantem bem alto a cumeeira/Seymour, uma apresentação (reload/finished)
  • Jostein Gaarder - O Mundo de Sofia (in progress)
  • Enrique Barrios - Ami 3 en español (finished)
  • Fernando Sánchez Dragó - O Caminho do Coração (reload/finished)
  • Moacyr Scliar - No Caminho dos Sonhos (reload/finished)
  • Ganymédes José - Os Guardiães de Soterion (reload/finished)

Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

Em janeiro do ano passado a Janete me visitou, depois de dois dias morando na Cidade Maravilhosa.

Em março, meu colega Márcio me contou de um evento que ia acontecer em abril, mas que ele não poderia ir. Segui sua dica e chamei o Abreu para me acompanhar. Lá encontramos por acaso a Maya, nossa ex-colega das Turmas de Maio do Cursinho Objetivo.

Quatro meses depois, já em julho, fui a uma quermesse organizada por um tal de Júlio. Descobri que ele era cunhado do meu primo Augusto, com quem fomos viajar no mês seguinte, depois de nos tornarmos todos amigos.

Alugamos uma hospedagem para quatro pessoas: eu, o Júlio, sua irmã e o Augusto. Ficamos lá até o fim de agosto.

Eu não tinha mais o que fazer, evidentemente.

ai, meu pâncreas

"qual é a imagens que eu devo colocar no meu orkut??:qual é a resposta do saite google,é uma criança que esta perguntando"

essas e outras coisas alegram meu dia =D
em tempo: é sáite ?!

mas cara, na boa. não existem cadernos de esboços para vender, é só um nome que eu dei para um caderno qualquer, de espiral, daqueles escolares, que eu uso como rascunho.
mas não me vá copiar minha idéia e fazer um diário de rascunhos com o mesmo nome que o meu, hein ? isso é plágio, PLÁ-GIO. aliás, boa idéia ! coloque o nome de "diário de rascunhos" no seu caderno, veja você ! bem mais original ;)

e pela última vez: não, não tem como deixar seus scraps oculto[x] no orkut. pelo amor de deus, desista. delete a porra do orkut e converse por email. por email ! assim ninguém lê seus recados super secretos, sua anta !

pronto, chiliquei.

e sim, realmente... postar sobre palavras-chave de buscas no google que levam ao meu blog é mesmo muita falta do que postar. mas quem se importa ?



P.S. eu sou a maior plagiadora da praça. e descarada, inda por cima. copiei o nome "caderno de esboços" de uma tirinha da Folha de S. Paulo, que eu nem lembro qual era. mas quem é que vai me dizer que já conhecia ?